Cirrose Hepática

Fibrose e Cirrose Hepática

A cirrose pode ser consequência de qualquer inflamação hepática crônica: hepatite viral, alcoólica, auto-imune, doença hepática gordurosa e outras.

No paciente que possui uma doenca no fígado, um tecido cicatricial substitui as células hepáticas lesionadas. Este é o início do processo de fibrose hepática. Este tecido circunda grupos de células hepáticas que se regeneram, que são os nódulos de regeneração.

Dependendo da intensidade e tempo de duração das lesões hepáticas, a fibrose pode se apresentar sob diversos estágios.

O estágio F1 denota uma fibrose leve, em estágio inicial. O estágio F3 corresponde a uma fibrose acentuada e o

https://www.medicalnewstoday.com/articles/305075.php

https://www.medicalnewstoday.com/articles/305075.php

já é considerado CIRROSE, quando uma considerável parte do volume hepático é substituído e envolvido por tecido conjuntivo.

Em algumas condições a fibrose e até mesmo a cirrose inicial podem ser reversíveis. Isto ocorre quando a lesão foi recente e a doença no fígado é tratável. O tratamento pode reverter a fibrose instalada.

Cirrose Compensada x Cirrose Descompensada

A cirrose também pode se apresentar em diferentes estágios. Nos seus estágios iniciais a cirrose geralmente é assintomática (cirrose compensada) e muitas vezes não é diagnosticada. Os exames laboratoriais podem ser normais ou pouco alterados. Em pacientes com risco de cirrose (portadores de hepatites virais, diabéticos ou portadores de síndrome metabólica, uso excessivo de álcool, ou outras inflamações crônicas do fígado) o clínico deve ter alta suspeição e realizar regularmente um método de avaliação de fibrose hepática.
Uma fase mais avançada de doença e já sintomática caracteriza a cirrose descompensada. Na cirrose descompensada o paciente apresenta os sinais de disfunção hepática, como sangramento por varizes esofageanas, ascite (água na barriga), encefalopatia. A cirrose descompensada possui um alto risco de mortalidade e deve ser seguida de forma cuidadosa por um médico especialista em hepatologia. Transplante de fígado deve ser considerado nos pacientes elegíveis.

Avaliação da Fibrose

Para avaliação do grau de fibrose um paciente pode ser submetido a alguns testes:
>> Biópsia: A biópsia hepática é um procedimento invasivo, que pode ser realizada por via percutânea (mais comumente), por via transjugular ou por via cirúrgica (menos comum mas realizada em alguns casos simultaneamente a uma cirurgia de abdome superior com a colecistectomia ou gastroplastia). Além de avaliar o grau de fibrose a bióspsia auxilia no esclarecimento diagnóstico (da causa) da cirrose, quando este não for claro.
>> Por Scores laboratoriais como APRI, FIb4 ou testes mais específicos como Fibrotest e ELF (medem a quantidade de colágeno ácido hialurônico no sangue e estimam de forma bastante precisa o grau de fibrose do tecido hepático)
>> Por métodos viscoelásticos não invasivos como Fibroscan
>> Elastografia Hepática de forma combinada com métodos de Imagem como a Ressonância Nuclear Magnética ou Ultrassonografia

Acompanhamento Clínico dos Pacientes com Cirrose e Fibrose Avançada

Os pacientes com cirrose devem ser acompanhados com avaliação clínica e laboratorial a cada 4-6 meses, alêm de uma ultrassonografia abdominal a cada seis meses. Independente da etiologia (causa) da cirrose.
O objetivo deste acompanhamento é prevenir ou detectar precocemente e assim tratar algumas das complicações da cirrose como sangramento por varizes esofageanas e câncer de fígado.
A cirrose é uma condição que eleva muito o risco de desenvolvimento de tumores primários do fígado (sobretudo o hepatocarcinoma). A ultrassonografia abdominal semestral associada a dosagem de alfa feto proteína nos exames de sangue deve ser realizada a cada seis meses para detectar precocemente e desta forma tratar eventuais tumores de fígado.
Pacientes com cirrose são encaminhados a imunizações especiais como vacina anti-pneumocócica, vacina para hemófilos influenza e meningococo tipo C (ou ACWY), além das imunizações para as hepatites virais, tétano e influenza que são oferecidas para a população geral.
Uma alimentação saudável e a prática exercícios físicos com leve a moderada intensidade também é recomendada pacientes cirróticos e deve ser sempre discutida em consulta.
Deve ser evitado o uso de álcool em qualquer dose bem como de medicamentos fitoterápicos ou auto-medicação nos portadores de cirrose hepática, pois há risco de descompensação.
A cirrose é uma condição clínica muito mais comum do que é diagnosticada. Solicite ao seu médico uma avaliação hepática. Se você é diabético, portador de hepatite viral ou outra inflamação crônica do fígado, peça uma avaliação de fibrose hepática.