Infecção por Coronavírus – COVID 19 (SARS-CoV-2)

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Um novo coronavírus foi identificado como a causa de um conjunto de casos de pneumonia em Wuhan, uma cidade na província de Hubei, na China, no final de 2019.

O coronavírus é um vírus de RNA da Ordem Nidovirales, da Família Coronaviridae,  que infecta primariamente mamíferos e aves. Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa (do inglês crown).

Podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) e a síndrome respiratória do Oriente Médio.

O SARS-CoV-2 (que no início da epidemia foi denominado 2019-nCOV) provoca a síndrome clínica que recebeu o nome de COVID-19. Este vírus não havia sido descrito previamente em humanos, mas tem similaridade com o SARS-CoV (2002 – sem atividade atual) e o MERS-CoV (2012 – até 2020 no Oriente Médio), patógenos respiratórios de fácil disseminação e que podem causar formas graves de síndrome viral.

Acredita-se que a fonte primária desta nova cepa de coronavírus tenha sido um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan.

A doença (COVID-19) é caracterizada principalmente por febre, tosse e infiltrados bilaterais na imagem do tórax. A possibilidade desse novo coronavírus deve ser considerada em pacientes com febre e / ou sintomas do trato respiratório inferior que residem ou viajaram recentemente para a China OU para os países em vigilância da doença (Coréia do Sul, Irã, Itália, Japão, Hong Kong, Vietnam, Taiwan, Tailândia e Singapura) ou que tiveram contato próximo com um caso confirmado ou suspeito de novo coronavírus.

O período de incubação do vírus SARS-CoV-2 é de aproximadamente 14 dias após a exposição. A doença (COVID-19) parece ser transmissível desde o momento do contágio, o que aumenta a transmissibilidade da mesma e dificulta o controle da epidemia. 

Até o momento a maioria dos casos (mais de 80 mil casos até o momento) foi identificada na Ásia e a letalidade observada é em torno de 3%, ou seja, 3 em cada 100 pacientes diagnosticados tiveram complicações que levaram ao óbito. A letalidade é inferior à do SARS-CoV que provocou uma grave epidemia em 2002, mas ainda assim traz grande preocupação sobretudo para os grupos mais vulneráveis como pacientes em extremos de idade, com comorbidades clínicas ou profissionais de saúde.

A epidemia vem aumentando e ultrapassou os limites da Ásia. Em fevereiro de 2020 foram confirmados mais de 300 casos no Norte da Itália que já registra 12 fatalidades, sendo o terceiro país com maior número de casos, depois da China e da Coréia do Norte.

O primeiro caso de COVID-19 no Brasil foi confirmado esta semana, no estado de São Paulo, num paciente de 61 anos que havia retornado de viagem da Itália e encontra-se clinicamente estável. É o primeiro caso na América Latina e o segundo caso no Hemisfério Sul, aonde o comportamento da transmissão viral ainda não é bem conhecido.

Pelo fato da doença se disseminar antes da presença de sintomas é importante adotar precauções para evitar contágio com pessoas que tenham fatores de risco para a doença, que são o histórico de viagem para China OU para os países em vigilância da doença (Coréia do Sul, Irã, Itália, Japão, Hong Kong, Vietnam, Taiwan, Tailândia e Singapura) ou contato* com uma pessoa que era suspeita ou foi confirmada de síndrome respiratória por coronavírus (SARS-CoV-2/COVID-19) enquanto essa pessoa estava doente. Além disto pacientes que retornam da Ásia em cruzeiros devem ser submetidos a medidas de vigilância quarentena. Pacientes que retornam de cruzeiros ou viagem do Norte da Itália também podem ser orientados a adotar medidas de quarentena (afastamento do trabalho/escola por um período de 14 dias) até que se descarte a infecção delo SARS-COV-2.

No Brasil está sendo investigada a possibilidade de um caso de COVID-19, num paciente que retornou de viagem do Norte da Itália.

Os Critérios de Suspeição Clínica de Infecção pelo CoronavÍrus são:

1) Febre E sintomas de doenças respiratórias inferiores (por exemplo, tosse, falta de ar) e

nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas: 

a)  histórico de viagem para China OU para os países em vigilância da doença (Coréia do Sul, Irã, Itália, Japão, Hong Kong, Vietnam, Taiwan, Tailândia e Singapura)

b) contato* com uma pessoa que era suspeita ou foi confirmada de síndrome respiratória por coronavírus (SARS-CoV-2/COVID-19) enquanto essa pessoa estava doente. 

Contato com uma pessoa com suspeita ou confirmação para coronavírus (SARS-CoV-2/COVID-19) é definido como: 

a) estar a aproximadamente 2 metros ou dentro da sala ou área de atendimento por um período prolongado, enquanto não estiver usando equipamentos de proteção individual recomendados .

O contato próximo pode incluir cuidar, morar, visitar ou compartilhar uma área ou sala de espera.

-ou-

b) ter contato direto com secreções enquanto não estiver usando os equipamentos de proteção individual recomendado. 

Estudo de PAINEL molecular de patógenos respiratórios pode ser solicitado quando indicado para confirmação de caso. Além do painel molecular demais exames de função e imagem pulmonar e demais testes de funções orgânicas devem ser solicitados aos pacientes com suspeita de SARS-CoV-2/COVID-19.

Precauções para evitar transmissibilidade:

  • Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com omeio ambiente e antes de se alimentar;
  • Usar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Pacientes Imunossuprimidos ( Portadores de doenças crônicas em uso de quimioterapia ou terapia imunossupressora), GESTANTES e crianças pequenas possuem maior risco de evolução para formas graves da doença e DEVEM EVITAR AGLOMERACOES e EVITAR CONTATO COM pacientes com sintomas gripais agudos. 

AINDA NÃO HÁ VACINAS nem tratamento antiviral específico. Os pacientes acometidos devem receber medidas de Suporte clínico e ventilatória conforme a necessidade.

Medicamentos antivirais específicos para tratamento do coronavírus estão sendo pesquisados mas neste momento o mais importante é adotar medidas que evitem o contágio e a transmissibiidade da doença.

Evite viagens as áreas de epidemia e evite contato próximo com pessoas que retornam destes locais até que se cumpra um período de observação de pelo menos 14 dias pelo risco de contágio. Se você retornou de um destes locais procure um médico ou unidade de saúde e informe-se sobre medidas de quarentena.

Os profissionais de saúde estão CIENTES do risco deste quadro e podem orientar as medidas necessárias.

Obrigatório instituir Precaução de gotículas com máscara apropriada durante o Contato para Exame Físico e Precaução Aérea no ambiente hospitalar (quartos específicos com isolamento respiratório). 

Para o profissional que realiza o atendimento das suspeitas ou confirmações pelo novo coronavírus é obrigatório o uso de máscaras e óculos de proteção.

EM CASO DE DÚVIDA ou NA PRESENÇA DE SINTOMAS CONSULTE SEU MEDICO.