Novo coronavírus em Wuhan, China (2019-nCoV)

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Um novo coronavírus foi identificado como a causa de um conjunto de casos de pneumonia em Wuhan, uma cidade na província de Hubei, na China, no final de 2019. No final de janeiro de 2020, o surto incluiu milhares de casos na China; casos esporádicos têm sido identificados em outros países entre os viajantes de Wuhan. 

O coronavírus é um vírus de RNA da Ordem Nidovirales, da Família Coronaviridae,  que infecta primariamente mamíferos e aves. Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa (do inglês crown).

Podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) e a síndrome respiratória do Oriente Médio.

O 2019-nCOV não havia sido descrito previamente em humanos, mas tem similaridade com o SARS-CoV (2002 – sem atividade atual) e o MERS-CoV (2012 – até 2020 no Oriente Médio), patógenos respiratórios de fácil disseminação e que podem causar formas graves de síndrome viral.

Acredita-se que a fonte primária desta nova cepa de coronavírus tenha sido um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan

A doença é caracterizada principalmente por febre, tosse e infiltrados bilaterais na imagem do tórax. A possibilidade desse novo coronavírus deve ser considerada em pacientes com febre e / ou sintomas do trato respiratório inferior que residem ou viajaram recentemente para a área de Wuhan na China ou que tiveram contato próximo com um caso confirmado ou suspeito de novo coronavírus.

Pensa-se que o período de incubação de 2019-nCoV esteja dentro de 14 dias após a exposição. A doença parece ser transmissível desde o momento do contágio, o que aumenta a trasnmissibilidade da mesma e dificulta o controle da epidemia. 

Até o momento a maioria dos casos (mais de 6 mil casos até o momento) foi identificada na Ásia e a letalidade observada é em torno de 2%, ou seja, 2 em cada 100 pacientes diagnosticados tiveram complicações que levaram ao óbito. A letalidade é inferior à do SARS-CoV que provocou uma grave epidemia em 2002, mas ainda assim traz preocupação sobretudo para os grupos mais vulneráveis. A maioria dos casos dos pacientes que faleceram apresentavam outras comorbidades clínicas e idade mais avançada.

Ainda não houve nenhum caso confirmado na América Latina mas já há orientação por parte das autoridades de saúde brasileiras no sentido de considerar esta possibilidade em pacientes que apresentem:

1) Febre E sintomas de doenças respiratórias inferiores (por exemplo, tosse, falta de ar) e

nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas: 

a)  histórico de viagem para China OU 

b) contato* com uma pessoa que era suspeita ou foi confirmada de síndrome respiratória por coronavírus (2019-nCoV) enquanto essa pessoa estava doente. 

Contato com uma pessoa com suspeita ou confirmação para coronavírus (2019-nCoV) é definido como: 

a) estar a aproximadamente 2 metros ou dentro da sala ou área de atendimento por um período prolongado, enquanto não estiver usando equipamentos de proteção individual recomendados .

O contato próximo pode incluir cuidar, morar, visitar ou compartilhar uma área ou sala de espera.

-ou-

b) ter contato direto com secreções enquanto não estiver usando os equipamentos de proteção individual recomendado. 

Estudo de PAINEL molecular de patógenos respiratórios pode ser solicitado quando indicado para confirmação de caso. Além do painel molecular demais exames de função e imagem pulmonar e demais testes de funções orgânicas devem ser solicitados aos pacientes com suspeita de 2019-nCoV.

Precauções para evitar transmissibilidade:

  • Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com omeio ambiente e antes de se alimentar;
  • Usar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Pacientes Imunossuprimidos ( Portadores de doenças crônicas em uso de quimioterapia ou terapia imunossupressora), GESTANTES e crianças pequenas possuem maior risco de evolução para formas graves da doença e DEVEM EVITAR AGLOMERACOES e EVITAR CONTATO COM pacientes com sintomas gripais agudos. 

AINDA NÃO HÁ VACINAS nem tratamento antiviral específico. Os pacientes acometidos devem receber medidas de Suporte clínico e ventilatória conforme a necessidade.

Os profissionais de saúde estão CIENTES do risco deste quadro e podem orientar as medidas necessárias.

Por hora somente são considerados grupos de risco para coronavírus os pacientes que tenham tido viagem recente ou contato com pessoas que vieram da China até 14 dias antes do início dos sintomas!!

Obrigatório instituir Precaução de gotículas com máscara apropriada durante o Contato para Exame Físico e Precaução Aérea no ambiente hospitalar (quartos específicos com isolamento respiratório). 

Para o profissional que realiza o atendimento das suspeitas ou confirmações pelo novo coronavírus é obrigatório o uso de máscaras e óculos de proteção.

EM CASO DE DÚVIDA ou NA PRESENÇA DE SINTOMAS CONSULTE SEU MEDICO.

  • Ministério da Saúde do Brasil
  • Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • https://emergency.cdc.gov/han/han00426.asp
  • https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019
  • https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-nCoV/guidance-hcp.html 
  • https://gisanddata.maps.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6